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6.30.2009

Festival MED Loulé 2009

Festival MED Loulé 2009

A sexta edição do festival MED de Loulé decorreu entre 24 e 28 de Junho. O Artesanato Sonoro cobriu o evento nos dias 26,27 e 28. Num festival que tem crescido de ano para ano, os cabeças-de-cartaz actuaram nos palcos da Cerca e da Matriz, os dois principais - num total de seis. Destaque para a presença de nomes como Orquestra Buena Vista Social Club , Kimmo Pohjonen, Justin Adams&Juldeh Camara, La Notte Della Taranta feat. Stewart Copeland e Rokia Traoré.
Realce para o facto dos dias do festival terminarem relativamente cedo (as últimas actuações terminaram cerca das 2 da manhã na Sexta e no Domingo, um pouco mais tarde no Sábado) e para a ausência de grandes momentos mortos, existindo mesmo vários concertos a decorrerem em simultâneo. Se por um lado garante um leque forte de alternativas diversas ao espectador, por outro obriga-nos a fazer algumas escolhas discutíveis, abdicando de alguns concertos (casos de DJ Click, Mutenrohi ou Filipa Pais) e/ou a não desfrutar convenientemente de outros (Hristov, Pitingo, Camané ou Lura). São as vicissitudes de uma vasta oferta, mas, em todo o caso, é algo que poderia eventualmente ser melhor articulado no futuro.
Por outro lado, para quem pela primeira vez se desloca ao festival, é uma grande surpresa o tipo de local em que se realiza o certame: em vez de um recinto destinado a concertos ou preparado propositadamente para o festival, o espectador depara-se com um espaço situado no coração da cidade de Loulé, enquadrado em pleno centro histórico e contendo as suas ruas típicas, com uma dimensão grande e rústica, onde cabem 6 palcos musicais, bares e restauração diversa, com condimentos de diferentes paragens geográficas, espaços para os mais novos ou comércio de cariz tradicional. Concluíndo, um espaço acolhedor e ideal para receber um festival deste tipo e que contou nas noites que presenciámos com milhares de espectadores (6 ou 7 mil, pelos números que se foram ouvindo), o que mostra bem o crescente entusiasmo que as músicas do Mundo têm gerado em Portugal, algo que naturalmente nos deixa bastante satisfeitos.

Sexta-feira,26


Hristov

Este trio, com secção instrumental a cargo de clarinete, acordeão e bateria, foi seguramente uma das boas surpresas deste MED. Com uma sonoridade bastante dançável, assente na paixão pela música klezmer e do leste europeu, os Hristov contagiaram o pouco público presente. Pena foi que, em função da proximidade do concerto da Orquestra Buena Vista Social Club, não tivéssemos assistido ao concerto na íntegra. Em todo o caso, fica a curiosidade em conhecer melhor este projecto búlgaro.

Orquestra do Buena Vista Social Club

Era seguramente um dos concertos mais aguardados da noite e de todo o festival e, para quem não está muito familiarizado com os ritmos cubanos, terá saído porventura maravilhado com o poder mágico de estilos como a rumba ou a salsa. Para nós, que conhecemos o trabalho notável que Ry Cooder impulsionou com os Buena Vista e alguma obra de elementos como Ibrahim Ferrer, Compay Segundo ou Ruben Gonzales , soube a pouco. Com uma formação naturalmente desfalcada (grande parte dos membros já faleceram), com uns arranjos demasiado extravagantes e com um jovem vocalista com um protagonismo excessivo, na forma de um questionável enternainer, só não foi uma grande decepção, porque a nossa expectativa, em função da realidade actual do projecto, já era relativamente reduzida. Valeu o facto de ver ao vivo Guajiro Mirabal e, essencialmente, o grande Barbarito Torres, que deu brilho a uma morna actuação.

Pitingo

Pitingo é um jovem espanhol, nascido em Huelva e que decidiu misturar a linguagem tradicional do flamengo, com o soul ou o r'n'b. Com contornos claramente pop, a sua fusão enquadra-se na lógica mais easy listening do panorama world music, resultando num som de qualidade pouco consensual. Num concerto com alguns problemas técnicos, a proliferação de propostas musicais e de sabores gastronómicos diversos no recinto, im pediu-nos de ver grande parte do concerto e de ter uma opinião mais fundamentada.

Sábado,27


Siba e a Fuloresta

Foi, para nós, o concerto revelação do festival. Não tínhamos visto Siba a actuar na última edição do FMM de Sines. Desta vez, chegámos a tempo de ver o concerto e de perceber que Siba é único no panorama musical brasileiro. Sérgio Veloso, ex elemento de Mestre Ambrósio, foi um dos principais dinamizadores da noite. As suas letras, sempre críticas e cheias de humor, foram magnificamente acompanhadas, por detrás da "fuloresta", pelo espectáculo sonoro e visual dos ritmos dos sopros e das percussões. A modernização do repertório nordestino passa por homens como Siba. Ainda bem...

Camané

Camané é uma das melhores vozes do fado. Acompanhado por músicos virtuosos (o próprio Camané fez questão de o dizer durante o concerto), Camané atraiu muito público ao palco da Matriz e cantou alguns clássicos do imaginário colectivo. Merece toda a projecção que tem.

Lura

Na mesma linhagem de cantoras como Sara Tavares ou Mayra Andrade, Lura é mais uma das novas vozes da música de Ca bo Verde, confluindo na sua música os ritmos tradicionais das suas origens africanas e uma perspectiva profundamente ocidental. No MED, Lura mostrou o lado pop da música cabo-verdiana, num concerto aparentemente interessante e com muito ritmo, mas sem deslumbrar.

Justin Adams&Juldeh Camara

Não é preciso grande sensibilidade musical para perceber que a colaboração entre Justin Adams e Juldeh Camara resulta de uma forma quase perfeita (a aproximação ao blues da guitarra de Justin ajusta-se, na medida exacta, ao som do riti de Juldeh, um instrumento de uma corda feito a partir de uma cabaça). Em concerto - um ano depois de em Sines terem incendiado o palco do Castelo - a colaboração ganhou ainda mais força, provavelmente porque "Tell No Lies" , álbum saído em Maio deste ano, lhes tenha dado ainda mais confiança, tal a quantidade de boas críticas que recebeu. A percussão de Salah Dawson Miller marcou o concerto pela elegância que acrescentou aos ritmos dos principais protagonistas. Salah é uma figura mítica, um misto de um druida e de um sultão casamenteiro. O palco da matriz conheceu o seu momento de glória no momento em que os três músicos o pisaram.

Domingo,28


Eduardo Ramos

Mais do que um músico, Eduardo Ramos é um musicólogo, um investigador que explora caminhos da música medieval, das influências árabes e judias. E é um místico e isso nota-se na forma espiritual que interpreta os temas, na alma que emprega ao alaúde árabe, seguramente um dos poucos portugueses a tocá-lo. Foi, contudo, um cenário pouco apropriado à sua música, o espaço Bica do MED, com as pessoas a jantar perto do palco, música que se adequa claramente melhor a um contexto mais introspectivo e silencioso.

Rokia Traore

Depois de ter dado um dos grandiosos concertos do FMM 2008, a maliana Rokia Traore regressou a um festival português, já depois de ter estado em Lisboa e no Porto em Maio passado. Ainda na calha, trouxe o sue último disco, "Tchamantché" de 2008, servindo de base para mais um excelente concerto. Rokia encheu o palco com a sua grande presença, contou com a colaboração de óptimos músicos e alternou momentos mais intimistas com outros mais explosivos. Destaque para o discurso activista antes de "Tounka", tema que alerta para os perigos da emigração africana, e, claro, para o fabuloso medley final, em que, de um modo irresistivelmente dançável, deu, por exemplo, para apresentar os músicos ou homenagear Fela Kuti ou Mirian Makeba. Brilhante.

Stewart Copeland & La Notte della Taranta

O soundcheck prometia um grande concerto. A combinação entre os sons tradicionais italianos e gregos com o poder da percussão, com Stewart Copeland, ex-baterista dos Police e mentor deste projecto, à cabeça, antevia algo de avassalador. O concerto apenas em parte cumpriu as expectativas do ensaio da tarde. Alternando momentos muito interessantes e cheios de ritmo (destaque, já na parte final, para um tema brutal, só com percussão e harmonias vocais), com arranjos de gosto duvidoso, o colectivo teve uma performance prejudicada por questões técnicas que ignoraram alguns instrumentos (o acordeão, por exemplo, era praticamente inaudível) e também, em alguns momentos, pelo excesso de elementos e de sons em palco, criando alguma sensação de caos.

Kimmo Pohjonen

Este grande senhor finlandês é capaz de combinar as tonalidades tão próprias do seu acordeão com sons muito distintos. No currículo de Kimmo estão já presentes as fusões com as programações electrónicas de Samuli Kosminen, com o som mais explosivo e mais rock de Pat Mastelotto e Trey Gunn dos King Crimson (KTU) ou com o som mais harmonioso das cordas dos Kronos Quartet ("Uniko"). Embora sem a presença deste colectivo norte-americano, foi este último espectáculo que Kimmo apresentou em Loulé, igualmente com um quarteto de cordas constituído por três violinos e um violoncelo. Com um som mais hipnótico do que propriamente doce ou cândido, o carácter mais melódico das cordas juntou-se ao habitual imaginário visceral que o finlandês consegue retirar do seu acordeão, às suas breves vocalizações quase tribais e à presença frequente da electrónica, num resultado final verdadeiramente arrebatador. Concerto perfeito para fechar da melhor maneira o MED, com o público totalmente rendido à magia musical vinda do palco.

Textos de João Torgal e José Bernardo

Labels:

6.27.2009

emissão de 27 de Junho de 2009

Início em epitáfio à passagem da editora Sublime Frequencies por Portugal, seguido de destaque ao Festival Med Loulé 2009, com direito a reportagem telefónica. Final nos sempiternos anos 70 africanos.

Haba Haba Group - Sitogol #1 - Folk and Pop Sounds of Syria
Omar Souleyman - Lansob sherek - Dabke 2020
Group Doueh - Tazit kalifa - Treeg Salam
Justin Adams & Juldeh Camarah - Naafigi - Soul Science
Danae - Tchuba

--- Reportagem Festival Med Loulé ---

KTU - Bloody clown
Ofege - Adieu - Nigeria Rock Special
Ify Jerry Krusade - Everybody likes something new - Nigeria 70 Lagos Jump
Dr. Nico - Tu m'as deçu chouchou - Congo 70 Rumba Rock
Picoby Band d'Abomey - Mi Ma Kpe Dji - African Scream Contest
Maitre Gazonga - Kelina - Les Jaloux Sabouteurs

Podcast

6.20.2009

Festival MED Loulé


Neste Domingo, realiza-se mais uma emissão especial de Artesanato Sonoro, desta feita dedicada ao MED, festival do Mediterrâneo. A partir das 17h e durante as duas horas seguintes, a emissão será quase exclusivamente dedicada à antevisão da VI edição deste festival de música étnica, que se realiza, como habitualmente, em Loulé.

Sublime Frequencies na Gulbenkian

É já este Domingo, 21 de Junho, que a Tour da editora americana Sublime Frequencies passa por Lisboa. A partir das 19h, entram em cena os DJ's Mark Gergis e Alan Bishop, seguidos da projecção do filme Palace of the Winds de Hisham Mayet.

Depois, temos o primeiro concerto do dia, com os sons tuaregues do Sahara Ocidental, da Mauritânia, a cargo do Group Doueh.

A finalizar a noite, temos a presença do nome mais forte da editora, o sírio Omar Souleyman, com a fusão de diversos sons do Médio Oriente e da cultura árabe com ritmos electrónicos verdadeiramente explosivos.



Assim sendo, o Artesaanto Sonoro não deixou passar em claro esta ocasião e dedicou neste Sábado, 19 de Junho, uma emissão especial dedicada a este espectáculo, com banda sonora exclusivamente da autoria do Group Dueh e de Omar Souleyman

6.07.2009

emissão de 7 de Junho de 2009

Entre África, Europa e médio Oriente. Pelo meio, estreia de crónica sobre Cabo Verde, a prosseguir nas próximas emissões.

Justin Adams & Juldeh Camarah
- Sanakubay - Soul Science
Group Bombino - Kamoutalia - Guitars from Agadez Vol. 2
Group Inerane - Nodan al kazawnin - Guitars from Agadez Vol. 1
Issa Bagayogo - Filaw - Mali Koura
Rokia Traoré - Tounka - Tchamanché
KAL - Krasnokalipsa - Radio Romanista
La Cherga - Fake no more - Fake no More
Oana Cătălina Chiţu - Sub balcon eu ţi-am cântat o serenadă - Bucharest Tango

Crónica sobre música de Cabo Verde de Emília Salta

Melech Mechaya - Dança do desprazer - Budja Ba
Omar Souleyman - Lansob Sherek - Dabke 2020 (Folk and Pop Sounds of Syria)
Group Doueh - Tirara - Guitar Music from the Western Sahara

Podcast

6.02.2009

BalhaRUCo - 1º Baile RUC

BalhaRUCo – 1º Baile RUC
Local: Centro Norton de Matos;
Data: Sábado, 6 de Junho, 22h
Preço: 5 euros (inclui o workshop de dança), com desconto de 1 euro para sócios e estagiários da RUC



A procura de convívios, concertos, workshops e bailes de danças de tradição musical europeia, um conceito com raiz no muito bem sucedido festival “Andanças”, tem registado um crescimento exponencial a nível nacional, começando Coimbra a despertar sensibilidades para esta nova tendência.

Assim, numa co-produção Rádio Universidade de Coimbra, Colectivo Rodobalho e Centro Norton de Matos, o BalhaRUCo será um evento com uma dinâmica peculiar, aliando ao concerto tradicional o ensino da dança, transformando os espectáculos previstos numa experiência inovadora, na qual a interactividade entre o público e os músicos estará bem presente.

Marcado para as 22h de Sábado, dia 6 de Junho, o Centro Norton de Matos abre as suas portas para este BalhaRUCo, que contará com a presença de dois grupos reconhecidos, meritoriamente, com o primeiro lugar na eliminatória Portuguesa do Eurofolk - Concurso Europeu de bandas Folk.

Sobem então a este palco Coimbrão os Diabo a Sete e os Pé na Terra, precedidos por um workshop de iniciação às danças europeias. Ambos os grupos pertencem a uma nova geração de músicos que percorreram já um longo e activo caminho no trabalho de reinvenção de invulgares harmonizações, e instrumentações de reportórios cuja génese está ligada à rica e diversificada tradição oral europeia.

Os Conimbricenses Diabo a Sete, com espectáculos por vezes míticos e carismáticos, com destaque para as comemorações do 25 de Abril na cidade, têm-se afirmado como uma das propostas mais interessantes do tradicional /folk português. “Parainfernália”, o seu disco de estreia, foi um dos grandes discos da música nacional de 2007, estando actualmente a banda a preparar o seu sucessor. Alternando originais com versões de temas tradicionais e cruzando de modo requintado instrumentos como a sanfona, a concertina, o cavaquinho ou as gaitas de foles, a que se junta a voz muito peculiar de Julieta Silva, os Diabos criaram um som muito próprio, que tanto pode ser ouvido e apreciado em casa, como servir de pretexto para a dança, como é o caso.

Vindos do Porto, os Pé na Terra surpreenderam os críticos mais exigentes com o seu disco homónimo de 2008, essencialmente constituído por originais, mas a que se acrescentam também reciclagens de dois temas emblemáticos de Zeca Afonso ("Maria Faia" “ e “Balada do Sino”). Com uma forte valorização do seu lado poético, o disco alterna entre uma linhagem tradicional mais simples e uma subversão e modernização muito particular deste estilo e dos instrumentos que o compõem. No entanto, apesar do muito ritmo que preenche o disco, é ao vivo que a sonoridade do grupo aparece mais vincada, com uma força dançável contagiante.

Depois dos concertos, a prolongar o baile pela noite dentro, os Dj’s RUC do colectivo Golpe de Estado prometem surpreender-nos com as suas sonoridades étnicas.

Da aliança de todos estes factores espera-se este Sábado um inesquecível baile folk!

5.31.2009

Emissão de 31 de Maio.


V edição do festival de Mértola


Apesar da chuva intensa que se fez sentir - nomeadamente no Sábado e no Domingo, durante a cerimónia de encerramento, o festival de Mértola provou ser especial pela atmosfera. Cumpriu, na íntegra, o papel de dar a conhecer melhor uma cultura à qual a maior parte das pessoas só tem acesso através da imprensa. Destaque especial para sexta-feira e para dois espectáculos memoráveis - o da orquestra feminina de Tetuan e o dos Gnawa Baraka, já madrugada dentro.

Labels:

5.16.2009

emissão de 16 de Maio de 2009

Arranque no Brasil, passagem por África dos anos 70 e chegada ao blues do deserto.

Meirelles
- No baixo do sapateiro - The Brazilian Funk Experience
Sir Shiina Peters & his International Stars - Yabis - Nigeria 70: Lagos Jump
T-Fire - Will of the people - Nigeria Disco Funk Special
Mono Mono - Kenimania - Nigeria Rock Special
Napo de Mi Amor et ses Black Devils - Leki santhi - African Scream Contest
Seun Kuti - Think Africa - Many Things
Group Doueh - Eid El Arsh - Guitar Music from the Western Sahara
Omar Souleyman - Alkhatiba zaffouha - Highway to Hassake
Group Bombino - Imuhar - Guitars from Agadez, Vol. 2
Tinariwen - Mano Dayak - Aman Iman

4.26.2009

Emissão de 26 de Abril.


Gaiteiros de Lisboa+Brigada Victor Jara


Destaque, com entrevistas, a dois dos projectos portuguesas mais importantes do panorama da música tradicional, a propósito da vinda das duas bandas a Coimbra - a Brigada Victor Jara passou pela Praça da Canção, no dia 25 de Abril e os Gaiteiros de Lisboa pela Oficina Municipal do Teatro, no dia 30.

4.25.2009

Emissão de 25 de Abril

Zeca!


Deve celebrar-se cada vez com mais força, para que não tenha de se repetir...

Playlist:

De "Os vampiros"

Canção do Vai... e Vem
Menino do Bairro Negro

De "Cantares do Andarilho"

Saudadinha
Cantares do Andarilho

De "Contos velhos, rumos novos"

Qualquer Dia
Era de Noite e Levaram

De "Traz outro amigo também"

Verdes são os campos
Carta a Miguel Djéjé

De "Cantigas do Maio"

Cantar Alentejano
Ronda das Mafarricas

De "Eu vou ser como a toupeira"

Fui à beira do mar
Ó Ti Alves
O avô cavernoso

De "Venham mais Cinco"

Era um redondo vocábulo
Adeus ó serra da Lapa

4.18.2009

Emissão de 18 de Abril


Joe Mensah - Boscoe
Mahmoud Fadl - Ala Balad El Mahloud
Fanfare Ciocarlia - Ah Ya Bibi
The Gnou Brotherhood of Marrakesh - Sidi Musakar
Stella Chiweshe - Huvhimi
Boubacar Traoré - Mouso Teke Soma Ye
Inyang Henshaw - Esonta
Ry-Co Jazz - Marie Jose
Amadou & Mariam - Sarama
Mamady Keita - Mamady Repetition
Orchestra Marrabenta Star de Moçambique - Matilde
Oumou Sangare - Mogo Ti Diya Bee Ya

Por Rui Veiga

4.13.2009

emissão de 12 de Abril de 2009


Música tradicional do sul de Itália

Emissão dedicada à música tradicional do sul de Itália, nomeadamente Nápoles, Sardanha e Sicília. Destaque para a música da Calabria e para a que é tocada nas tarantellas.
Numa próxima emissão, completa-se o destaque a música tradicional italiana, com passagens para música do centro e do norte do país.

4.11.2009

emissão de 11 de Abril de 2009

África e Balcãs vistas por quem as reinterpreta no presente ou quem as resgata do esquecimento e da poeira de bazares. Da próxima vez levaremos dinheiro vivo connosco!

BLO - Chant to mother Earth - Nigeria Rock Special (Soundway, 2008)
Staff Benda Bilili - Staff Benda Bilili - Très Très Fort (Crammed, 2009)
Oumou Sangaré - Sounsoumba - Seya (World Circuit, 2009)
Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou - Gbeti Mdajro - African Scream Contest (Analog Africa, 2008)
Issa Bagayogo - Filow - Mali Koura (Universal, 2008)
Seun Kuti - Think Africa - Many Things (Tôt ou Tard, 2008)
Kal - Krasnokalipsa - Radio Romanista (Asphalt Tango, 2009)
La Cherga - Muki's Pub - Fake No More (Asphalt Tango, 2008)
Oana Cătălina Chiţu - Sub balcon eu ţi-am cântat o serenadă - Bucharest Tango (Asphalt Tango, 2008)
Rokia Traoré - Tchamantché - Tchamantché (Emarcy, 2008)

4.06.2009

Uxukalhus



Emissão especial de 4 de Abril sobre os Uxukalhus, a propósito do concerto a realizar em Coimbra na próxima 5ª feira, dia 9, no Salão Brazil, pelas 22h. Esta emissão contou com uma interessante entrevista telefónica com Paulo Pereira, flautista da banda, e com o seguinte alinhamento, constituído exclusivamente por temas deste projecto tão irreverente:

1. Passodoble do Azulejo (Revolta dos Badalos, 2006);
2. Tarrumiata do Caldeirão (Transumâncias Groove, 2009);
3. Virose da Dextrose (Transumâncias Groove, 2009);
..................... Entrevista com Paulo Pereira .............................
4. Saia da Carolina (Transumâncias Groove, 2009);
5. Chapelloise do Sardão (Transumâncias Groove, 2009);
6. Saias do Manuel do Rio (Transumâncias Groove, 2009);
7. Horage (Revolta dos Badalos, 2006);
8. Erva Cidreira (Revolta dos Badalos, 2006);

Nota: Só agora fui surpreendido pela notícia da saída de Celina da Piedade dos Uxukalhus. Como tal, em virtude desse meu desconhecimento (a propósito do qual ficam as minhas desculpas aos ouvintes), não foram efectuadas na entrevista duas perguntas que se impunham: "Como têm encarado os Uxukalhus a saída de um dos seus membros mais emblemáticos?" e "Há diferenças significativas na performance ao vivo pela saída da Celina e a entrada de uma nova vocalista: Joana Margaça?". Algo para tirar a limpo na próxima 5ª feira, no Salão Brazil.

Emissão portuguesa de 28 de Março

Alinhamento:

1. Dazkarieh – Água Forte (Hemisférios, 2009);
2. Dazkarieh – Voo Longe (Hemisférios, 2009);
3. Dazkarieh – Sáfaro (Hemisférios, 2009);
4. Danças Ocultas – Outubro (Danças Ocultas, 1995);
5. Realejo – Deus te Salve Ó Rosa (Cenários, 1998);
6. Assobio – Dom Varão (-, 2009);
7. Diabo a Sete – Chin Glin Din (Parainfernália, 2007);
9. Quarto Minguante – Não Se Me Dá Que Vindimem (-, 2007);
10. Barca dos Castiços – Senhora Maria (-, 2007);
11. Pé na Terra – Salpicos (Pé na Terra, 2008);
12. Uxukalhus Círculo Dança Espiral (Parainfernália, 2007);
13. Dazkarieh – Borda d'Água (Hemisférios, 2009);
14. Dazkarieh – Baile da Meia Volta (Hemisférios, 2009);
15. Dazkarieh – A Virgem se Confessou (Hemisférios, 2009);

Album de destaque:

DAZKARIEH - HEMISFÉRIOS


3.21.2009

emissão de 21 de março de 2009

De oriente para ocidente, entre o equador e o sul.

Haba Haba Group - Sitogol #1 - Folk and Pop Sounds of Sumatra
Asha Bhosle & Mohammed Rafi - Chura liya hai tum ne - Rough Guide to Bollywood
Alim Qasimov Ensemble - Bah Bah - Rough Guide to Alim Qasimov
Lokonon André & les Volcans - Mi Kple Dogbekpo - African Scream Contest
Picoby Band d'Abomey - Mi ma kpe dji - African Scream Contest
Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou - Gbeti Mdajro - African Scream Contest
T-Fire - Will of the people - Nigeria Disco Funk Special
Sir Shina Peters & his International Stars - Yabis - Nigeria 70 Lagos Jump
Seun Kuti - Think Africa - Many Things
Novos Baianos - Tinindo trincando - Brazil 70
Caetano Gil - Tradição - Tropicália 2

3.08.2009

emissão de 8 de Março de 2009

Em deambulações por antiguidades e algumas novidades do Oriente e África.

Nusrat Fateh Ali Khan & Party - Kamli Wala Mohammed - Nusrat Fateh Ali Khan & Party (1990)
Sussan Deyhim - Navai - Madman of God
Omar Souleyman - Alkhatiba Zaffouha - Highway to Hassake
Toubab Krewe - Djarabi - Toubab Krewe
Koby Israelite - Zalfiel - Orobas: Book of Angels Vol. 4
Kočani Orkestar - Sokeres - The Ravished Bride
Kasai Allstars - Quick as white - In the 7th Moon...
Balla et ses Balladins - N'na soba - The Syliphone Years
Les Amazones de Guinée - Wamato - Wamato
Ali Farka Touré - Pieter Botha - Niafunké

3.07.2009

Emissão de 7 de Março de 2009


John Zorn

Destaque para a obra de John Zorn ligada à divulgação da cultura judaica - Masada e Masada 2 : Book of Angels - , a propósito da vinda do músico norte-americano ao JAZZFEST 2009, em Portalegre.

2.24.2009

Africa, Mãe Africa


A emissão de 21 de Fevereiro foi exclusivamente aos ritmos africanos, contando com o seguinte alinhamento:

1. Ali Farka Toure & Toumani Diabate – Kadi Kadi (In the Heart of the Moon, 2005);
2. Oliver Mtukudzi – Dai Ndiine Mukoma (
The Rough Guide to the Music of Zimbabwe, 1996);
3. Maitre Gazonga – Les Jaloux Saboteurs (Golden Afrique, vol.1, 2005);

4. Lokonon Andre & Les Volcans Mi Kple Dogbekpo (African Scream Contest...
, 2008);
5. Oumou SangareKoundaya (Seya, 2009);

6. Seun Kuti – Many Things (Many Things, 2008);

7. Orchestra Baobab – Ndeleng Ndeleng (Made in Dakar, 2007);
8. Kasai Allstars – Kafuulu Balu (Congotronics 3, In the 7th Moon..., 2008);

9. Toubab Krewe – Rooster (Toubab, 2005);
10. Carmen Souza – Afrika (Verdade, 2008);

2.15.2009

Emissões de 14 e 15 de Fevereiro


Música Judaica.

A 14 e 15 de Fevereiro visitamos musicalmente a riquíssima história da comunidade judaica, não só a partir do isolamento a que muitas vezes foi vetada, mas também a partir da convivência com outras comunidades - que melhor exemplo que a música Klezmer, resultado da partilha de saberes musicais com a comunidade cigana?

2.14.2009

Emissão portuguesa de 8 de Fevereiro

Alinhamento:

1. Madredeus – Amanhã (Os Dias de Madredeus, 1988);
2. Maria do Ceo – O Sacristan de Coimbra (-, 2005);
3. Stocholm Lisboa Project – Mentiras (Sol, 2007);
4. Dazkarieh – Caminhos (, 2009);
5. Uxukalhus – Saia da Carolina (Transumâncias Groove, 2009);
6. Uxukalhus – Saias do Manuel do Rio (Transumâncias Groove, 2009);
7. Uxukalhus – Valsa do Bandolim (Transumâncias Groove, 2009);
8. Uxukalhus – Tarrumirata da Caldeirão (Transumâncias Groove, 2009);
9. Chuchurumel – Deus te Salve Ó Rosa (Posta Restante, 2007);
10. Chuchurumel – Cantiga das Maias (Posta Restante, 2007);
11. César Prata – Picadilly (-,2009);
12. Diabo a Sete Para Ti (Parainfernália, 2007);


Album de destaque:

UXUKALHUS - TRANSUMÂNCIAS GROOVE


1.29.2009

Emissão portuguesa de 24 de Janeiro de 2009

Alinhamento:

1. Quarto Minguante – Duerme Negrito (-, ?);
2. Brigada Victor Jara – Donde Vas (Danças e Folias, 1995);

3. GEFAC – Cativo (-, ?);

4. Segue-me à Capela – Tu Gitana (Segu
e-me à Capela, 2004);
5. Fausto – Atrás dos Tempos (Madrugada dos Trapeiros, 1977);

6. Júlio Pereira – Colares de Luz (Geografias, 2007);

7. Júlio Pereira & Sara Tavares – Areias de Sal (Geografias, 2007);
8. Dead Combo – Cuba 1970 (Lusitania Playboys, 2008);

9. Dead Combo – Manobras de Maio 08 (Lusitania Playboys, 2008);
10. Dead Combo – Putos a Roubar Maçãs (Lusitania Playboys, 2008);
11. Lufa LufaLift Off Foledad (-, ?);

Homenagem a João Aguardela:
12. Megafone – Ovos Omnes (Megafone3, 2001);

13. A NaifaBairro Velho (Canções Subterrâneas, 2004);

14. A NaifaFé (3 Dias Antes da Maré Encher, 2006);

Morreu no passado domingo, vítima de cancro, o músico João Aguardela, com apenas 39 anos. Com uma carreira em crescendo, começou por se destacar nos Sitiados onde resolveu envolver a música tradicional com uma linguagem rock. O grupo obteve um sucesso assinalável (quem não se lembra do grande exito “Esta vida de marinheiro”?), mas o resultado musical, muito marcado pelos trejeitos de voz do Aguardela e por um produto final com uma certa estrutura cómica, esteve longe de me satisfazer. Mais tarde viria a criar um projecto pessoal chamado Megafone em que aliava, de forma crua, recolhas de raiz da tradição portuguesa com sonoridades electrónicas,diversas. Um projecto curioso e que primava pela tentativa, ainda muito pouco explorada, de fazer chegar a música tradicional a um novo público, através da fusão com linguagens sonoras mais modernas.
No entanto, o brilhantismo maior estaria guardado para o seu mais recente projecto. Depois de criar com Luís Varatojo (Peste & Sida, Despe & Siga) os Linha da Frente (não conheço), responsáveis por musicar grandes poemas da literatura nacional, contando com um leque diverso de intérpretes vocais, esta dupla criativa resolveu prolongar a sua colaboração, fundando A Naifa. Juntamente com a grande voz de Maria Antónia Mendes e com a bateria de Vasco Vaz (entretanto substituído por Paulo Flores), o grupo foi um dos pioneiros na criação do “novo fado”. Assim, pegando numa base fadista, mas juntando-lhe beats electrónicos, linhas de baixo pulsantes (a cargo de Aguardela), alguma percussão e uma sensibilidade pop deliciosa, o grupo lançou 3 grandes discos, o último dos quais, Uma Inocente Inclinação para o Mal de 2008, foi um dos grandes lançamentos do ano passado.


Disco em destaque (imperdoável o facto de só agora ser destacado neste programa):

Dead Combo - Lusitania Playboys


1.28.2009

Emissão de 18 de Janeiro


Festival de música sagrada de Fez, parte 2

O festival de música sagrada de Fez (Festival de Fès des musiques sacrèes du monde) reúne artistas de todos os cantos do planeta que se juntam para interpretar música religiosa. Representa o espírito do islamismo tolerante, pacífico, plurarista e generoso. Honra tradições espirituais e esbate fronteiras musicais. O festival que serve de diálogo entre culturas e religiões de todo o mundo, foi destacado em duas emissões. A segunda, de 18 Janeiro, foi feita a partir de "Hamdulillah: Fes Festival Of World Sacred Music, Vol. I".

1.17.2009

emissão de 10 de Janeiro de 2009 - balanço 2008 internacional, parte 2

Parte 2 da passagem por alguma da produção de 2008, com destaque para as compilações.

--- Compilações ---
Klezmatics - I ain't afraid - Rough Guide to Klezmer Revolution
Pimps of Joytime - Bonita - Rough Guide to Latin Street Party

--- Pequeno parênteses para álbuns de originais não destacados a semana passada ---
Group Inerane - Kumi Majagani; Awal September - Guitars from Agadez
Jim Moray - Leaving Australia - Low Culture

--- Compilações ---
Empire Babouka - Nazoki - African Pearls - African Pearls: Rumba Rock
Johnny Boleko et Conga Success - Tambola no Mokili - African Pearls: Rumba Rock
Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou - Gbeti Mdajro - African Scream Contest
T-Fire - Will of the People - Nigeria Disco Funk Special
Bongos Ikwue & the Grooves - You've gotta help yourself - Nigeria Disco Funk Special
Sir Victor Uwaifo - Dododo - Nigeria 70: Lagos Jump
Orchestra Super Mazembe - Gina - Giants of East Africa

1.15.2009

11 temas, 12 países

Emissão de 11 de Janeiro que contou com o seguinte alinhamento:

1. Fela Kuti – Gentleman - NIGÉRIA
2. Bidinte – Considjio di Garandis - GUINÉ BISSAU
3. Ali Farka Touré & Ry Cooder – Bondê - MALI e ESTADOS UNIDOS
4. Buena Vista Social Club El Carretero - CUBA

5. Omara Portuondo – Cuento para un Niño - CUBA

6. Astor Piazolla – Libertango - ARGENTINA

7. Gotan Project – La Viguela - FRANÇA, ARGENTINA, SUIÇA

8. Kimmo Pohjonnen – Keko - FINLÂNDIA

9. Mahala Rai Banda – Mahalageasca - ROMÉNIA

10. Esma Redzepova & Usnija Jasarova – Romano Oro - MACEDÓNIA

11. Boban Markovic Orkestar – Mundo Cocek - SÉRVIA

1.10.2009

emissão de 10 de Janeiro de 2009 - balanço 2008 internacional

No arranque do novo ano, passagem por algumas efemérides na produção do ano velho.

Umalali - Anahi da - The Garifuna Women's Project
Omara Portuondo - O que será - Gracias
Amadou & Mariam - Africa - Welcome to Mali
Issa Bagayogo - Filaw - Mali Koura
Kasai Allstars - Quick as white - In the 7th Moon...
Rokia Traoré - Tounka - Tchamanché
Seun Kuti - Think Africa - Many Things

--- Compilações 2008 ---
Ofo the Black Company - Eniaro - Nigeria Rock Special
Balla et ses Balladins - Touré - The Syliphone Years
Tidiani Koné & Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou - Djanfa Magni - African Scream Contest

Les Amazones de Guinée - Wamato - Wamato
Toumani Diabaté - Djourou Kara Nany - The Mandé Variations

Locução de José Reis e João Torgal

1.09.2009

Emissão de 4 de Janeiro

Festival de música sagrada de Fez



O festival de música sagrada de Fez (Festival de Fès des musiques sacrèes du monde) é um dos eventos de "world music" mais importantes do mundo. Reúne artistas de todos os cantos do planeta que, durante uma semana, se juntam para interpretar música religiosa. Representa o espírito do islamismo tolerante, pacífico, plurarista e generoso. Honra tradições espirituais e esbate fronteiras musicais. O festival que serve de diálogo entre culturas e religiões de todo o mundo, será destacado em várias edições. A primeira, a de 4 Janeiro, foi feita com base em "Hamdulillah: Fes Festival Of World Sacred Music, Vol. II ".

1.08.2009

Emissão portuguesa de 3 de Janeiro de 2008 - balanço 2008 (parte I)

Segunda e última parte da retrospectiva de 2008, no que se refere ao étnico feito em Portugal. A emissão contou parcialmente com a presença do André do Rodobalho para falar um pouco sobre o Festival de Passagem de Ano, realizado no Centro Norton de Matos, numa organização conjunta do próprio Rodobalho e do Tradballs. A sua presença será sempre bem-vinda em emissões futuras do Artesanato Sonoro.
Este foi o alinhamento:

1. Mu & Helena Madeira – Miosótis (Casa Nostra, 2008);

2. Mu – Carrossel (Casa Nostra, 2008);

3. Mu – Oi Na Gori (Casa Nostra, 2008);

4. Melech Mechaya – Zemeri Biffs (Melech Mechaya, 2008);

5. Roda Pé – Mulher da Erva (Pousio, 2008);

6. Pé na Terra – Balada do Sino (Pé na Terra, 2008);

7. Pé na Terra – Sentir (Pé na Terra, 2008);

8. Pé na Terra – Pedrinhas (Pé na Terra, 2008);

9. Fol&ar – Valsas e Mazurkas Para Quê (Fol&ar, 2008);

10. Fol&ar – Tocandare (Fol&ar, 2008);

11. Mandrágora – Picões do Diabo (Escarpa, 2008);

12. Mandrágora & Helena Madeira – Turbilhão (Escarpa, 2008);

13. Mandrágora – Candelária (Escarpa, 2008);

1.02.2009

Emissão de 28 de Dezembro


Acordeão

Instrumento construído no século XIX, em Viena, espalhou-se rapidamente, levado que foi, por barco, a praticamente todas as partes do mundo. Teve rápida difusão e implementação e marcou fortemente todas as culturas dos países onde se estabeleceu.

12.28.2008

Emissão portuguesa de 27 de Dezembro de 2008 - balanço Portugal 2008 (parte I)

Como anunciado, decorreu neste Sábado a primeira parte do especial dedicado ao balanço da música étnica feita em Portugal durente 2008. Este foi o alinhamento:

1. Deolinda – Movimento Perpétuo Associativo (Canção ao Lado, 2008);
2. Deolinda – Mal por Mal (Canção ao Lado, 2008);

3. Deolinda – Lisboa Não é a Cidade Perfeita (Canção ao Lado, 2008);

4. Cordis – Sede e Morte (Cordis, 2008);

5. Cordis – Caminhos (percurso de vida) (Cordis, 2008);

6. A Naifa – Na Página Seguinte (Uma Inocente Inclinação para o Mal, 2008);

7. A Naifa – Uma Ligeira Indisposição (Uma Inocente Inclinação para o Mal, 2008);

8. A Naifa – Esta Depressão que me Anima (Uma Inocente Inclinação para o Mal, 2008);

9. Double MP – Tango à Deriva (Ictus, 2008);

10. Dead Combo – Sopa de Cavalo Cansado (Lusitania Playboys, 2008);

11. Tucanas & Kumpania Algazarra – Peruano(Maria Café, 2008);

12. Kumpania Algazarra – Donde La Vida Va (Kumpania Algazarra, 2008);

13. Kumpania Algazarra – Liberez le Monde (Kumpania Algazarra, 2008);

14. Kumpania Algazarra – Supercali (Kumpania Algazarra, 2008);

12.26.2008

Balanço da música etnica portuguesa de 2008 - emissões especiais

Nos dois próximos Sábados (27 de Dezembro e 3 de Janeiro), o Artesanato Sonoro realiza duas emissões especiais, com um balanço do que foi feito em Portugal nos últimos 12 meses, no que se refere à música tradicional ou étnica

12.21.2008

Playlist 21 Dezembro 08



DuOud - "Ne Yalan Soyleyeyim"
The Masters Musicians of Joujouka - M'Dahai
Tafaneyi Gweshe - Chaminuka
Stella Chiweshe - Ndabaiwa
Moussa Sissoko - Decadenz
Najite Olokum Prophecy - Honesty
Tumba Francesa - Muerivé yo dilá
Tumba Francesa - Mapuá livé (Yubá)
Orchestra Baobab - Bul Ma Miin

por Rui Veiga

12.17.2008

Emissão portuguesa de 14 de Dezembro de 2009

Este foi o alinhamento:

1. Deolinda – Canção ao Lado (Canção ao Lado, 2008);
2. A Naifa – Música (Canções Subterrâneas, 2004);
3. Gaiteiros de Lisboa – Nem Fraco Nem Forte (Sátiro, 2006);
4. Fol&ar – Valsa do João Sem Medo (Fol&ar, 2008);
5. Fol&ar – Baú Vermelho (Fol&ar, 2008);
6. Fol&ar – Valsas e Mazurkas Para Quê (Fol&ar, 2008);
7. Trovante – Balada das Sete Saias (Baile no Bosque, 1981);
8.
Uxukalhus – Saia da Carolina (Transumâncias Groove, 2009);
9.
Pé na Terra – Menino Ó (Pé na Terra, 2008);
10.
Lúmen – Ska Celta (Fogo Dançante, 2006);
11.
Melech Mechaya – Fresta Fresca (Melech Mechaya, 2008);
12. Semente –
Haway (-, 2008);
13. Fol&ar
– Tocandare (Fol&ar, 2008);
14. Fol&ar - Malhão da Graça (Fol&ar, 2008)


Disco em destaque:

Fol&ar - Fol&ar

12.13.2008

emissão de 13 de Dezembro de 2008

Novidades do médio oriente, e uma viagem pelo psicadelismo africano dos anos 70.

Kenge Kenge  - Kenge Kenge - Introducing
Daniel Kahn, Psoy Korolenko & Oy Division - Rakhmones Afn Jayvl - Rough Guide to Klezmer Revolution
Sezen Aksu - Oh Oh - Rough Guide to Turkish Café
Omar Souleyman - Leh Jani - Highway to Hassake
Ofo The Black Company - Eniaro - Nigeria Rock Special
Lokonon Andre & les Volcans - Mi Kple Dogbepko - African Scream Contest
Orchestre Poly-Rythmne de Cotounou - Gbeti Mdajro - African Scream Contest
El Rego et ses Commandos - Se ne min - African Scream Contest
Tony Allen & his Afro Messengers - No Discrimination - Nigeria 70
Sir Victor Uwaifo & his Melody Maestros - Akayan Ekassa - Nigeria 70
Maitre Gazonga - Les Jaloux Sabouteurs - Les Jaloux Sabouteurs

12.08.2008

Emissão de 7 de Dezembro



12.02.2008

Emissão de 30 de Novembro



Miriam!

Uma hora quase totalmente dedicada à vida e à obra de Miriam Makeba , activista de convicções fortes, que (também) era cantora. A voz que ritmou alguns dos grandes momentos da história política e cultural da África fez-se ouvir, pela última vez, durante um concerto em Itália. Aos 76 anos, a sul-africana continuava a carreira artística iniciada nos anos 50, altura em que obteve uma verdadeira consagração mundial com o tema "Pata Pata". Utilizou a popularidade internacional para lutar contra a segregação racial na Africa do Sul, o que lhe custou (entre outras coisas) 31 anos de exílio. "Mamã África" morreu e deixou o continente ainda mais despido.

Locução de João Torgal, José Bernardo e José Reis.

11.28.2008

Emissão de 29 de Novembro



Cesária!


A cantora cabo-verdiana actuou em Lisboa, num concerto em que interpretou canções que marcaram o início da sua carreira e que foram reunidas no álbum "Rádio Mindelo", que será editado este mês. O álbum contem 22 coladeras recuperadas de bobinas gravadas pela Rádio Barlavento entre 1962 e 1964, que registam o começo da carreira de cantora, na altura com apenas 20 anos. A diva lusófona dos pés descalços, que já não passava por Portugal há muito tempo, voltou para deslumbrar. O Artesanato Sonoro prestou-lhe uma devida homenagem, destacando os momentos mais altos de uma carreira que, tal como a cantora, enriquece com a idade.

Playlist

La Diva Aux Pieds Nus - Traz D'horizonte
Distino Di Belita - Odji Maguado
Miss Perfumado - Miss Perfumado
Mar azul - Mar azul
Cesaria (BEL)- Tchintchiroti Na Figueira
Cabo Verde - Sangui di Beirona
Cafe Atlantico - nho antone escaderode
Sao Vicente di Longe - Sao Vicente Di Longe
Voz D'Amor - Beijo Roubado
Rogamar - Um Pincelada

11.24.2008

Emissão de 23/11/08 - Caliente!


Orlando Cachaíto Lopez - Redención
Angá Diaz - Pueblo Nuevo
Ibrahim Ferrer - Buenos Hermanos
Cumbia Los Galleros - Soledad
Cubanísimo - El Baile De Hula Hula
Cubanismo! - Mambo UK
Compay Segundo - Guantanamera
Orlando Cachaíto Lopez - A Gozar el Tumbao
Joe Cuba - Mambo of The Times
Pedro Laza Y Sus Pelayeros - Cumbia Del Monte
Tito Puente - El Yo Yo
Ibrahim Ferrer - Marieta
Compay Segundo - Chan Chan


Emissão de 22 de Novembro



Destaque ao mini festival Conexões



A Caixa Económica Operária, em Lisboa, recebeu, nos dias 13 e 14 de Novembro, o "Mini Festival Conexões", uma organização conjunta da Associação Cultural Bacalhoeiro, de Portugal e do Atelier Multicultural, do Brasil. O Mini Festival ajudou a reforçar pontes entre as culturas dos dois países, com música ao vivo, um ciclo de cinema e uma exposição de fotografia experimental.
Numa hora repleta de música tradicional do Nordeste do Brasil, em que Tom Zé, Mestre Ambrósio, Cordel do Fogo Encantado, Silvério Pessoa, Cila do Coco e os Ticuqueiros foram os convidados de uma emissão que serviu de balanço ao festival que em 2008 se iniciou (e que espera ter mais edições nos próximos anos). Pena que a entrevista a Dona Cila do Coco não tenha ficado nas melhores condições sonoras e não tenha sido possível usá-la ...

11.17.2008

Emissão de 16 de Novembro de 2008 - Volta ao Mundo em 60 minutos


Nesta emissão, decorreu uma verdadeira volta ao Mundo em termos musicais, com visita aos 5 continentes.

Este foi o alinhamento:

EUROPA:
1. Rachel Unthank & the Winterset – Fareweel Regality (The Bairns, 2007);
2. Kimmo Pohjonen – Kaluaja (Kluster, 2002);

OCEANIA
3. Dead Can Dance – The Circumradiant Dawn (Spleen and Ideal, 1985)

ÁSIA
4. Susheela Raman - Bolo Bolo (Salt Rain, 2001);
5. Nusrat Fateh Ali Khan – Mera Sohna Sajan (The Rough Guide to Nusrat Fateh Ali Khan, 2002)
6. Nitin Sawhney & Nina Miranda– Homelands (Beyond Skin, 1999);

AMÉRICA
7. Chico Buarque – Tanto Mar (Chico Buarque, 1978);
8. Buena Vista Social Club – De Camino a la Vereda (Buena Vista Social Club, 1997);

ÁFRICA
9. Orchestra Baobab – Cabral (Made in Dakar, 2007);
10. Ali Farka Toure & Toumani Diabate – Soumbou Ya Ya (In the Heart of the Moon, 2005);
11. Amadou & Mariam – Beau Dimanches (Dimanches à Bamako, 2005);

EUROPA
12. Fanfare Ciocarlia – Sandala (Queens and Kings 2007)
13. Mu – Circlone (Casa Nostra, 2008)


Nota: Devido a problemas com o emissor da rádio, este programa só pôde ser ouvido em directo on-line, mais propriamente na página oficial da RUC: http://www.ruc.pt/

11.16.2008

Emissão portuguesa de 15 de Novembro de 2008


Este foi o alinhamento:

1. Ronda dos Quatro Caminhos – Cravo Roxo (Sulitânia, 2007);
2. Vitorino & Filipa Pais – Queda do Império (Flor de la Mana,1983);
3. Janita Salomé – Embriagai-vos (Vinha dos Amantes, 2007)
4. Chuchurumel – Alta Vai à Lua (Posta Restante, 2006);
5. Roda Pé – Mulher da Erva (Pousio, 2008);
6. Roda Pé – Campainhas Amarelas (Pousio, 2008);
7. Roda Pé – Andorinhas no Terreiro (Pousio, 2008);
8. Roda Pé – Minha Mãe Vem Lá o Jorge (Pousio, 2008);
9. Arrefole – Barqueiros (Veiculo Climatizado, 2006);
10. Diabo a Sete – Dança dos Camafeus (Parainfernália, 2007);
11. Comvinha Tradicional – Alforjas Bruxa (-,);


Disco em destaque:

Roda Pé - Pousio

11.09.2008

emissão de 9 de novembro

(quase) one hour tango

Astor Piazzolla & The Kronos Quartet: Anxiety
Astor Piazzolla: Contrabajíssimo
Richard Galliano: Tango pour Claude
Hugo Díaz: Volver
Cello Trio: Batuque
Ryuichi Sakamoto
The Kronos Quartet: Verdes Anos



11.08.2008

Emissão de 8 de Novembro



Destaque a Hector Zazou

Pierre Job, músico, compositor, produtor musical e jornalista francês (nascido na Argélia), foi pioneiro nas fusões com "músicos do mundo". Fez-se notar pela ecletismo e qualidade da sua música.
O Artesanato Sonoro prestou homenagem ao músico falecido em Setembro de 2008. A década de 90 (a mais profícua da sua carreira), esteve em destaque durante o programa. Não nos esquecemos de 2008, ano em que editou dois álbuns (Corps Electriques e In The House of Mirrors), que também se fizeram ouvir ...

Alinhamento:

Nouvelles Polyphonies Corses

Eramu in Campu
Notte

Sahara Blue

Amdyaz
Hapulot Kenyan

Lights in the Dark

Adventures In the Scandinavian Skin

Corps Electriques

Vespers of st katrina

In the House of Mirrors

Sisyphe

11.06.2008

Emissão portuguesa de 1 de Novembro de 2008

Esta emissão teve como principal destaque a reposição da entrevista com Norberto lobo realizada no programa Moleskine, programa dedicado aos pequenos apontamentos, contexto ou influências de um músico ou de um grupo em destaque. Este programa vai para o ar entre as 20h e as 21h de 4ª feira e conta na locução com Rita Torres, Isabel Lisboa e João Lopes

Quanto ao alinhamento desta emissão foi o seguinte:

1. Anaquim – Na Minha Rua (Prólogo, 2008);
2. Sérgio Godinho – O Rei do Zum Zum (Ligação Directa, 2006)
3. Júlio Pereira – Moda do Entrudo (Cavaquinho, 1981);
4. Norberto Lobo – Ó Ribeira (Mudar de Bina, 2007)
...........Entrevista com Norberto Lobo.........
5. Double MP – Tango à Deriva (Ictus, 2008);
6. Double MP & Freddie Locks – Resistanz (Ictus, 2008);
7. Double MP – Caravela Fundeada (Ictus, 2008);
8. Projecto Fuga & Celina da Piedade – Valsa do Vento (01, 2008);
9. Uxukalhus – Regadinho (A Revolta dos Badalos, 2006)
10. Fanfarra Kaustica – 1 (-, 2008);
11. Kumpania Algazarra – Pekarna (Kumpania Algazarra, 2008);


Album em destaque:

Double MP - Ictus


10.28.2008

Emissão de 26 de Outubro de 2008

Omara! Omara e Cuba! Cuba e ilhas da américa Central



Depois do destaque na emissão de Sábado, 25 de Outubro, Omara Portuondo continuou a passar pelo programa. A música de Cuba e de pequenas ilhas da América Central (Belize, Martinica, Costa Rica, El Salvador Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá) brilhou! A riqueza e diversidade musical são imensas...

10.25.2008

emissão de 25 de Outubro de 2008

Entre África e o médio oriente, com um pequeno interlúdio caribenho.

* Toumani Diabaté's Symmetric Orchestra - Toumani - Boulevard de l'Independance
* Last Poets - Black is - This is Madness
* Orchestra Baobab - Cabral - Made in Dakar
* The Action 13 - More bread to the people - Nigeria Rock Special
* The Elcados - Eniaro - Nigeria Rock Special

(destaque Omara Portuondo)
** O que será (c/ Chico Buarque) - Gracias
** Polvo de nuevo amor; Si llego a besarte; Ai Caramba - Singles

* Natacha Atlas - Feen - Mish Maoul
* Omar Souleyman - Leh Jani - Highway to Hassake
* Ayalew Mesfim - Hasabe - Africa 100
* Geraldo Pine - Heavy heavy heavy - Africa 100
* Boom Pam - Krai dunavsko - Puerto Rican Nights

10.20.2008

Emisssão lusófona de 18 de Outubro de 2008

Desta vez, a portugalidade alastrou-se ao restante Mundo lusófono com alguns dos seus ilustres representantes.
Este foi o alinhamento:

1. Carlos Paredes – Canto do Amanhecer
2. Isabel Silvestre – Ao Sul
3. Elis Regina – Romaria
4. Caetano Veloso – Terra;
5. João Gilberto – Chega de Saudade
6. Chico Buarque – Vai Passar
.....Palavras de Chico Buarque dedicadas a Vinicius de Moraes.....
7. Vinicius de Moraes & Toquinho – Como Dizia o Poeta
8. Cesária Évora – Miss Perfumado
9. Bonga & Lura – Mulemba Xangola
10. Ildo Lobo – Nha Berço
10. José Mário Branco – Cantiga do Fogo e da Guerra
12. Zeca Afonso – Vejam Bem;

10.19.2008

Emissão de 27 de Setembro de 2008 - tarde e a más horas

Mais uma emissão exclusivamente nacional. Este foi o alinhamento:


1. Ventos da Liria – Roda Cozida (-, 2008);
2. Uma Coisa em Forma de Assim – Na Tua Pele (-, 2007)
3. M-Pex – Phado Mehnor (Phado, 2007);
......Entrevista com M-Pex (1ª parte)........
4. Cordis – Variações em Si Menor (Cordis, 2008);
5. Cordis – Caminhos (percurso de vida) (Cordis, 2008);
6. Cordis – António Marinheiro (Cordis, 2008);
7. Carlos Paredes – Movimento Perpétuo (Movimento Perpétuo, 1971);
8. Frei Fado d’El Rei – Que Amor Não Me Engana (Filhos da Madrugada, 1994);
9. Pé Na Terra – Maria Faia (Pé Na Terra, 2008);
......Entrevista com M-Pex (2ª parte)........
10. Double MP – Fado Xuah (Ictus, 2008);

Album em destaque:


Cordis - Cordis

Combinando o piano de Paulo Figueiredo e a guitarra portuguesa de Bruno Costa, os Cordis acabam de lançar este seu disco homónimo de estreia. Este projecto de Coimbra interpreta essencialmente temas do extraordinário legado de Artur e Carlos Paredes, dando-lhes novas roupagens. Com arranjos particularmente requintados, contribuindo naturalmente para isso o som muito bonito do piano, e com esse extraordinário instrumento que é a guitarra portuguesa, o produto final é genericamente bastante bom (destaque para as óptimas interpretações de "Sede e Morte", "Canto de Amanhecer" e "António Marinheiro" de Carlos Paredes).

Para além do património Paredes, os Cordis prestam ainda homenagem a outras duas grandes referências pessoais: António Portugal, através da revisão de "Valsa por um tempo que passa", e Jorge Gomes, de quem interpretam "Maio de 78". No que se refere a temas originais, há apenas um e é aqui que reside uma das grandes surpresas do disco. Pelo facto de existir um só original, "Caminhos (percurso de vida)" podia ser apenas uma forma de timidamente os Cordis darem a conhecer a música por si composta (neste caso elaborada pelo guitarrista Bruno Costa). No entanto, é muito mais que isso. O tema é de tal forma bom, a combinação do piano e da guitarra é de tal modo perfeita, que não sobressai negativamente no contexto do disco, ou seja, parece que estamos a ouvir mais uma adaptação de um brilhante tema de um dos membros destacados da família Paredes, o que demonstra a enorme qualidade da faixa e nos faz ter pena que este breve momento de novidade musical não se estenda a outros espaços do disco. Em todo o caso, que a música que aqui temos se escuta sempre com um enorme prazer, isso é algo absolutamente inquestionável.


P.S. Os Cordis apresentaram este disco no Pavilhão Centro de Portugal no dia 12 de Setembro, num concerto marcado pela presença de diversos convidados e do qual podem saber mais no próximo número da revista MACA (Magazine de Arte de Coimbra e afins)

10.13.2008

afrissippi para download grátis

a editora calabash music está a disponiblizar gratuitamente uma das faixas do disco afrissippi um trabalho que já esteve em destaque nas emissões do artesanato sonoro.

10.11.2008

emissão de 11 de Outubro de 2008

Abertura de cerimónias com o cânone sagrado da música do mundo, seguido de cruzeiro pelo seu presente e passado recente. A meio de caminho, incursão aventureira pela música metralhada sobre as multidões nos mercados de Luanda.

Fela Kuti - Zombi
Justin Adams & Juldeh Camarah - Ya Ta Kaaya - Soul Science
Tinariwen - Mano Dayak - Ama Iman
Etran Finatawa - A Dunya - Introducing Etran Finatawa
Omara Portuondo (c/ Chico Buarque) - O que será - Gracias
Andy Palacio & the Garifuna Collective - Miami - Wátina

(mini-destaque kuduro)
Os Lambas - Diga não ao crime - Somos Nós
Os Lambas - Sapo - Somos Nós
Puto Prata - MPLA - A voz do povo
Frederic Galliano c/ Pai Diesel - Somos D. Viana - Frederic Galliano presents Kuduro Soundsystem

U-Cef (c/ Mbarka & Justin Adams) - Mo' Rock'n'Roll - Halalwood
Toumani Diabaté - Kaounding Cissko - The Mandé Variations

10.04.2008

emissão de 4 de outubro



africa -> américa -> áfrica

alexandre

9.14.2008

Emissão de 13 de Setembro de 2008

Nesta emissão dedicada exclusivamente à música nacional, foi rodada a entrevista efectuada aos Deolinda em 9 de Agosto, dia em que actuaram no festival Sudoeste. A propósito dos Deolinda, foi lançada neste programa uma petição para propor o seu tema "Movimento Perpétuo Associativo" como novo hino nacional. A petição pode ser lida e assinada em www.peticao.com.pt/hino-deolinda.
Alinhamento:

1. Dazkarieh – Olhos de Maré (Incognita Alquimia, 2006);
2. Stockholm Lisboa Project - Fado do Ribatejo / Hokpers Vals (Sol, 2007)
3. Deolinda – Fon Fon Fon (Canção ao Lado, 2008);
............Entrevista com os Deolinda no Sudoeste..............
4. Deolinda – Movimento Perpétuo Associativo (Canção ao Lado, 2008);
5. Ronda dos Quatro Caminhos – Condessa d'Aridão (Sulitânia, 2007)
6. Marenostrum – Fado da Ilha (Almadrava, 2005);
7. Melech Mechaya – Zemeri Biffs (Melech Mechaya, 2008);
8. Melech Mechaya – Noite Tribal (Melech Mechaya, 2008);
9. Melech Mechaya – Miserlou (Melech Mechaya, 2008);
10. M-Pex – Melodia Perdida (Phado, 2007);
11. Cordis – Sede e Morte (Cordis, 2008);
12. José Mário Branco – Inquietação (Ser Solidário, 1982);



Destaque discográfico da emissão:

Melech Mechaya - Melech Mechaya

Com origens no século XV, a música klezmer formou-se a partir do estabelecimento de uma forte comunidade judaica nos países da europa central e de leste. Misturando aspectos da sua própria cultura com elementos dos países onde se instalavam, nomeadamente a música cigana, formou-se assim um estilo músical muito particular, frequentemente festivo e marcado em termos instrumentais pela forte presença do violino e da flauta ou, numa fase posterior, do clarinete.

É este estilo que serve de base ao repertório dos Melech Mechaya, uma das primeiras bandas portuguesas a pegar neste universo sonoro tão peculiar, o que lhes garante desde logo uma identidade muito própria no seio do nosso país. Juntando o klezmer com outros sons exóticos vindos de outros paragens, como o oriente, este projecto acaba de lançar este seu EP de estreia. Tal como todos os EP's, este é naturalmente bastante curto: 4 originais e uma versão para o clássico tradicional grego "Miserlou", celebrizado pela adaptação surf de Dick Dale e pela sua inclusão na famosíssima banda-sonora de "Pulp Fiction" de Tarantino. Possuidor de uma elevada consistência qualitativa ao longo de todos os temas, este EP sabe naturalmente a pouco, pela sua dimensão muito reduzida. Venha o album para tirarmos conclusões mais concretas.

9.11.2008

Ainda o Andanças...emissões especiais de Artesanato Sonoro



Já com um considerável atraso, aqui fica o balanço da 13ª edição do festival Andanças e das duas emissões especiais dedicadas ao efeito.


Emissão de 23 de Agosto - Especial Andanças, parte I:

Esta emissão contou com a presença de dois convidados que estiveram na edição deste ano do festival, Alexandra Moreira e António Neto, que, com o seu testemunho e a sua visão pessoal sobre o Andanças e sobre algumas das suas actividades e concertos, muito enriqueceram este especial.

Ao longo do programa ouvimos excertos de entrevistas com João Gentil e Luís Formiga, No Mazurka Band e Uxukalhus.

Em termos musicais, ouvimos os seguintes temas:
. Olive Tree Dance - Bezouro
. João Gentil e Luís Formiga - Desfolhada
. No Mazurka Band - ELvira
. Galandum Galundaina - Fraile Cornudo
. Uxukalhus - Erva Cidreira


Emissão de 30 de Agosto - Especial Andanças, Parte II

A 2ª parte deste especial contou apenas com um convidado, António Neto, repetente da semana anterior. Em contrapartida, para aumentar a multiplicidade de perspectivas sobre o Andanças, rodou no programa um excerto de uma recolha de testemunhos sobre o mesmo, que realizei no próprio festival.

Para além disto, tivemos ainda alguns momentos das entrevistas com Alafum, Amanida Folk, Mu e Pé Na Terra

No que à música diz respeito, este foi o alinhamento:
. Alafum - Desgarrada Beirã;
. Amanida Folk - Hora;
. Mu - Oi Na Gori
. Mandrágora - Candelária;
. Pé na Terra - Sentir


Balanço do festival:

Dado que já muito foi dito acerca das especificidades deste festival, enquanto conceito e pelo seu ambiente muito particular, vou-me concentrar essencialmente na parte musical do festival, através de pequenas análises aos concertos que vi.
De qualquer das formas, não quero deixar de, tendo sido a minha estreia no Andanças, expressar a minha surpresa pelo ambiente de comunhão que se vive no festival; pela lógica profundamente ecológica do mesmo; pela extraordinária oferta de concertos e actividades de aprendizagem de instrumentos, dança, relaxamento, etc; pela ausência de barreiras entre músicos e particpantes... por todo um conjunto de coisas que tornam definitivamente o Andanças num festival muito peculiar e diferente dos demais. Em todo o caso, se pretenderem ter uma visão mais aprofundada sobre o estilo de festival que é o Andanças e sobre alguns pormenores desta edição de 2008, aconselho-vos vivamente a lerem a análise bastante completa e aprofundada do António Neto em http://amesadecafe.wordpress.com/2008/08/15/festivais-de-verao-andancas-2008/.

Dado que existiam muitas vezes 3, 4 ou mais concertos em simultâneo, as opções eram muitas das vezes difíceis. Em todo o caso, estes foram os 7 concertos a que assisti de modo mais consistente:

João Gentil e Luís Formiga - Uma surpresa. O cruzamento entre apenas bateria e acordeão poderia parecer estranho à partida, mas nas mãos destes dois músicos não o é, havendo uma combinação muito interessante dos dois instrumentos. Com um alinhamento bastante eclético (se calhar eclético de mais, talvez com um pouco menos de diversidade o concerto tivesse sido ainda mais consistente), que vai desde o tango à música tradicional portuguesa ou do clássico ao jazz, o duo deu um concerto em crescendo, acabando com a tenda completamente cheia e com o público ao rubro.

No Mazurka Band - Os No Mazurka Band são um colectivo cuja componente instrumental assenta essencialmente nos sopros. No entanto, se estão a pensar que pode haver alguma ligação com grupos como os Gaiteiros de Lisboa ou os Galandum Galaundaina, no mínimo ao nível das influências, estão enganados. Aqui privilegia-se essencialmente o baile português e menos a parte técnica, integrando-se o grupo no imaginário MRPP, que no caso quer dizer Movimento Radical Pastoril Português. Actuando como uma big-band (dada a presença em palco de elementos extra-banda) e com a particularidade de conterem na sua formação responsáveis pela coordenação da dança, o grupo contou com uma forte adesão do público, que de forma contagiante dançou temas do Algarve a Trás-os Montes, passando por originais dos No Mazurka Band.

Amanida Folk - Mais um grupo totalmente desconhecido para mim, mais uma absoluta surpresa. Vindos da Catalunha, os Amanida Folk misturam guitarra, violino, violoncelo, flauta, clarinete e acordeão e diversos estilos musicas como o klezmer, a folk irlandesa, o som dos balcãs ou a música tradicional catalã, numa mezcla que resultou particularmente bem neste formato ao vivo. Como tal, não admira o nome da banda, já que "amanida" quer dizer em catalão "salada".

Alafum - Já com um longo percurso musical (estão a comemorar agora 25 anos de carreira), este projecto do distrito de Viseu dedica-se essencialmente à recriação do cancioneiro de Lafões, pelo que estava em São Pedro do Sul a tocar autenticamente em casa. Tratando-se de uma proposta mais próxima da raiz do que os restantes concertos a que assisti, os Alafum são a prova de que ainda é possível fazer música tradicional mais pura e menos subversiva com qualidade e capaz de atrair um público diversificado. Até porque, mostrando adaptação aos novos tempos, o seu repertório já não se limita à tradição de Lafões, incluindo outras linguagens como as polkas ou a contradança.

Uxukalhus - Que dizer da música dos Uxukalhus... Que escutar o trad-folk-rock (como eles se auto-caracterizam) do seu album A Revolta dos Badalos e dos seus concertos ao vivo é uma experiência sensorial e quase revolucionária, pela fusão incrível da tradição com outros ritmos que passam pelo ska, pelo rock ou pelo hip-hop, isso já o sabia. Agora vê-los no palco principal do Andanças é outra história. Não só porque o público os acarinha e vibra com a sua música de modo muito próprio, mas também porque a alegria e a expontaneidade que vêm do palco são ainda mais irresistíveis. Misturando originais com adaptações explosivas de tradicionais como o "Regadinho", o "Erva Cidreira" ou a "Saia da Carolina, os Uxukalhus deram um concerto absolutamente incrível, ainda mais intenso por se tratar do formato Uxu Kalhus Transe, em que a componente da percussão tem um maior impacto.

Pé na Terra - Fabuloso. A magia e a garra do album homónimo de estreia deste projecto do Porto, lançado já este ano, ganha uma nova alma ao vivo. Não só na recriação dos momentos mais fortes e contagiantes do disco e na adaptação do tradicional "Macelada" (ausente do disco), mas também nos momentos mais calmos e intimistas como o início da "Balada do Sino" e do "Pedrinhas" ou o "Raio de Sol", em que a força dá lugar à melancolia e a minutos de profunda beleza, funcionando como um contraste muito interessante entre essas duas vertentes distintas da música dos Pé na Terra. Destaque ainda para a presença dos Mu num dos últimos temas, para o momento em que o grupo vem tocar para junto do público (o Andanças a marcar a sua diferença, enquanto festival sem barreiras), ou, para culminar em grande este concerto, a repetição do sublime e arrepiante "Sentir", sem dúvida um dos grandes temas de 2008.

Mu - Também do Porto, a música dos Mu é um verdadeiro caldeirão sonoro, que vai desde o som do didgeridoo australiano, até aos sons do Leste europeu, passando por alguns ritmos orientais e que está, em termos discográficos, retratada em 2 albuns: Mundanças de 2005 e Casa Nostra de 2008 (a caracterização ideal da música dos Mu é feita pelos próprios no booklet do primeiro disco). A actuação ao vivo dos Mu no Andanças não desiludiu estes pressupostos: a sua construção musical tão rica e apurada, numa grande fusão em que imperam os princípios do claro bom-gosto, resulta num concerto ao vivo muito diversificado e rechado de motivos de interesse. Para além da performance dos próprios Mu, por si só suficientemente aliciante, o concerto foi ainda mais valorizado pela presença em palco da ex-Dazkarieh Helena Madeira, que já colaborou, com a sua voz incrível, em 3 temas do album Casa Nostra, e, na parte final do espectáculo, de Renato dos Olive Tree Dance e de um conjunto de percussionistas dos Semente e dos Dyabara

9.06.2008

emissão de 6 de Setembro de 2008

Em passeio pela África Ocidental, da Nigéria à Gâmbia, da Guiné ao Senegal, terminando no Congo-Kinshasa.

Ofege "Adieu"; Ofo The Black Company "Eniaro" & The Elcados "Ku mi da hankan" - Nigeria Rock Special (2008)
Justin Adams & Juldeh Camara "Sanakubay" - Soul Science (2007)
Toubab Krewe "Djarabi" - Toubab Krewe (2005)
Balla et ses Balladins "Touré" & "Lumumba" - The Syliphone Years (2008)
Les Amazones de Guinée "Wamato" & "Milleures Voeux" - Les Amazones de Guinée (2008)
Orchestra Baobab "On verra (ce soir)" - A Night at Club Baobab (2006)
Konono No. 1 "AEIOU" - Live at Couleur Café (2007)

9.04.2008

Festa do Avante 2008


Vieux Farka Touré e boa música portuguesa.


A festa do Avante recebe, uma vez mais, alguns dos grandes nomes da "world music" que passam por Portugal em cada verão. Sexta feira, dia 5, estejam atentos ao concerto de André Cabaço, uma das boas propostas da nova música moçambicana. Vieux Farka Touré, filho de Ali Farka, é a cabeça de um cartaz que conta ainda com as actuações de Júlio Pereira, Toques do Caramulo e Galandum Galundaina - tudo isto, no Sábado, dia 6 de Setembro. No Domingo, dia 7, destaque para as actuações de Mu e Xaile, dois projectos revelação de inspiração tradicional portuguesa. Há boas razões para ir até à quinta da Atalaia e participar na festa do PCP, ainda que possa ser por motivos musicais e não políticos.

8.29.2008

Festival Andanças - emissões especiais


Na continuação do programa do passado sábado, a emissão de amanhã do Artesanato Sonoro será a 2ª parte do especial dedicado ao Festival Andanças. Tal como na semana passada, a emissão contará com alguma conversa sobre o festival e, em particular, sobre alguns dos seus concertos, alguns excertos de entrevistas realizadas e também alguma música.
Para depois ficará, aqui no blog, uma análise mais sistematizada a esta 13ª edição do festival.

8.20.2008

Músicas do Mar 08


O festival que traz sons do mundo à Póvoa, a partir de dia 28



Depois de termos estado presentes na edição de 2007, durante a qual houve um grande concerto de Tony Allen, contamos voltar a estar presentes na segunda edição de um festival - que prova este ano estar a crescer - e que decorre de 28 a 30 de Agosto, com uma média de três concertos por dia, todos de entrada livre, divididos pelas ruas da cidade e pelo Largo do Passeio Alegre, pelo Diana Bar e pelo Auditório da Lota.
A câmara Municipal da Póvoa do Varzim volta a apostar (e muito bem!) nas músicas do mundo, em mais uma colaboração com o programador do FMM de Sines, Carlos Seixas.

Programa:



Dia 28 de Agosto
Serra-lhe Aí!!! & Ivan Costa (Galiza)
Nobody´s Bizness (Portugal)
Dele Sosimi Afrobeat Orchestra (Nigéria)

Dia 29 de Agosto
Deolinda (Portugal)
Dengue Fever (Camboja/ EUA)
Alamaailman Vasarat (Finlândia)
Bailarico Sofisticado (Portugal - Dj Set)

Dia 30 de Agosto
Farra Fanfarra (Portugal)
Aron Ottingnon (Nova Zelândia)
Rosapaeda (Itália)
Hoba Hoba Spirit (Marrocos)
Bailarico Sofisticado (Portugal - Dj Set)

8.13.2008

Emissões de 9 e 16 de Agosto


Balanço FMM 2008



Balanço da décima edição do Festival de Músicas do Mundo de Sines. Destaque especial para as entrevistas com alguns dos artistas e para os nomes que surpreenderam (e para os que se confirmaram) junto do público presente. Para ouvir nas emissões de 9 e de 16 de Agosto do Artesanato Sonoro.

Fiquem atentos! As emissões e as entrevistas estarão disponíveis para download, brevemente, aqui no blog do programa...

8.08.2008

Festival Galaicofolia

Castro de São Lourenço, Esposende



Estivémos presentes na primeira edição do Festival Galaicofolia, que decorreu em Castro de São Lourenço, em Esposende, nos dias 1, 2 e 3 de Agosto. Pelo palco principal passaram nomes como Julie Fowlis (Escócia) e Monte Lunai (Portugal), no primeiro dia; Gaiteiros de Lisboa (Portugal) e Arrefole (Portugal), no segundo; e Fía na Roca (Galiza) e Red Hot Chilli Pipers, no terceiro.
Ao festival, feito num local místico (no cimo de um acentuado monte), faltou mais público e um ambiente mais festivo ... a organização, impecável, bem se esforçou para que tal acontecesse!

8.07.2008

Ecofest


Festival de Música e Ambiente de Odeceixe - 15, 16 e 17 de Agosto de 2008


Um novo Festival nasce, este ano, na costa Vicentina. Um festival que alia as características naturais e paisagísticas da zona à música tradicional. Chama-se EcoFest - Festival de Música e Ambiente de Odeceixe-, e vai celebrar o património musical, cultural, ambiental, natural e paisagístico, com duas vertentes que se cruzam permanentemente: Música e Ambiente.
O EcoFest decorrerá de 15 a 17 de Agosto em 3 locais: Praia de Odeceixe, Largo da Vila e Espaço EcoFest (Recinto de Jogos); os dois primeiros durante o período diurno e o último pela noite dentro.
O festival tem uma preocupação ambiental, pelo que tentará reduzir ao máximo todos os desperdícios resultantes da festa.
Todos os materiais resultantes do EcoFest serão reciclados ou, sempre que possível, reutilizados. Tudo para que o EcoFest contribua para um bom ambiente de 15 a 17 de Agosto, mas também para garanatir ao máximo um bom ambiente para as próximas gerações.
Todos as entradas e eventos são gratuitos. Actividades requerem inscrição para efeitos logísticos.

Programa Musical


"O EcoFest recebe durante 3 dias um vasto programa musical que aposta nas sonoridades ligadas à música tradicional ou à world music. Um género musical acessível a todas as faixas etárias, que se assume como legado cultural ou como património imaterial de um povo. Um programa que segue a filosofia do EcoFest: a de apostar na divulgação e celebração do património, seja ele ambiental, natural ou paisagístico (vertente Ambiente do festival) ou cultural (vertente Música).
Do programa constam nomes locais (Violas Campaniças), regionais (Compassos do Tempo, Pelivento, Som Com Tom, DJ Norton), nacionais (Matias, Dazkarieh, tAnirA, DJ António Pires, DJ Osga) e internacionais (Mussel, Rare Folk).
A animação começa pela tarde, depois do almoço, no Largo da Vila, com uma segunda actuação ao final da tarde, fazendo o percurso e a ligação ao Espaço EcoFest, com abertura às 20:00 tendo animação garantida até às 02:00 da manhã.
Muita animação que promete garantir o lema: Música com bom ambiente!"

Carlos B Norton
Programador Música do EcoFest

in "http://ecofest-odeceixe.blogspot.com/"

8.02.2008

Emissão de 2 de Agosto de 2008 - ESPECIAL ANDANÇAS


Pois é, nesta emissão destacámos a 13ª edição do festival Andanças, que irá decorrer de 4 a 10 de Agosto, como habitualmente em Carvalhais, São Pedro do Sul. Pelo caminho, fomos ouvindo música de Toques do Caramulo, Deolinda (proposta extra-festival), Galandum Galundaina, , Tanira, Amanida Folk, The Most Wanted e Cornes


Para quem não pôde ouvir e mesmo para quem ouviu, podem consultar mais informações sobre o festival na seguinte página, responsabilidade da entidade organizadora do evento, a Associação Pé de Chumbo:

7.30.2008

26 de Julho, 10º dia FMM.

O dia de todas as trocas ...




Rokia Traoré

A diva maliana transcende-se quando enfrenta um palco. Já assim tinha sido em 2004 e voltou a ser, agora, em 2008. O seu concerto - o melhor da edição do FMM - foi construído, essencialmente, com base em temas de "Tchamantché", o seu último disco, editado em Maio, que revela uma faceta blues, mais intimista. Felizmente para o público, Rokia e os seus músicos foram inteligentes na forma como adaptaram as músicas de "Tchamantché" ao palco do Castelo, ao acrescentar-lhes uma secção rítmica fortíssima. Para além disso, tiveram o cuidado de o reforçar com temas de discos anteriores e com uma versão de "Lady", de Fela Kuti, que ajudou a fechar o concerto em apoteose. Os encantos de Rokia, inesgotáveis, materializam-se na forma sensual como dança e como toca guitarra. É impossível ficar indiferente a um concerto destes, durante o qual os músicos (em especial o baixista), não pararam de elevar o ritmo do concerto e de comunicar com o público através de uma energia muito própria. O concerto deixou saudades. Muitas! Mesmo muitas! Deveria ter sido Rokia a fechar o palco do castelo...

Doran / Stucky / Studer / Tacuma

Foi com um tributo a Jimi Hendrix que se encerrou o sector do castelo da 10ª Edição do Festival de Músicas do Mundo de Sines. Este projecto multinacional (o guitarrista Christy Doran é irlandês, o baterista Fredy Struder e a vocalista Erika Stucky são suiços e o baixista Jamaladeen Tacuma é americano) veio ao FMM trazer um espectáculo exclusivamente constituído por covers de Hendrix, num concerto incendiário, marcado pelo habitual fogo-de-artifício do último dia e com Stucky a assumir-se de forma consistente como a reencarnação feminina do mítico músico norte-americano. Por aqui não faltaram alguns dos seus temas mais emblemáticos, como “Crosstown Traffic”, “Voodoo Child” ou, a fechar, “Hey Joe”,. Em todo o caso, não deixa de ter sido uma opção discutível e estranha terminar esta parte do festival (um momento sempre marcante) com esta vertente claramente rock, atendendo à habitual lógica programática e à aclamação crítica de Rokia Traoré.

Boom Pam

Foi já numa hora consideravelmente tardia (para lá das 4 da manhã) que subiram ao palco os israelitas Boom Pam. No entanto, para quem pudesse pensar que isso iria influenciar negativamente o concerto, não poderia estar mais errado Apelidados por um crítico alemão como o cruzamento entre as bandas-sonoras de Quentin Tarantino e de Emir Kusturica, este músicos deram um concerto cheio de ritmo e bastante longo (terminou quase de dia), cativando o incansável público do festival. Com mais Tarantino que Kusturica e mais surf que balcãs, os Boom Pam assmuiram-se como uma boa proposta para fechar, no que aos concertos diz respeito, esta edição do festival.
Para os ainda resistentes, a organização promoveu, de seguida e enquanto ia nascendo o dia, aquilo a que chamou um “Bailarico Sofisticado”, um conjunto de DJ Set’s ainda com algum sabor etnico. Foi a desdepedida do festival. Agora...resta-nos esperar com nostalgia pelo FMM 2009.


Texto de João Torgal, José Bernardo, José Reis e Rui Veiga.
Nota: Ainda faltam críticas a 3 concertos, a publicar brevemente.

7.26.2008

25 de Julho,9º dia FMM 2008.

Os chineses que gostariam de saber tocar acordeão ...




Rachel Unthank and The Winterset

Num final de tarde em que corpos já cansados e outros recém chegados ajudavam a construir um cenário melancólico e tranquilo, o tempo passava sem se dar por ele ... ao longe, eis que surgia uma voz doce, sublime, ingénua, pacífica. Foi desta forma que arrancou mais um concerto na Avenida da Praia. Rachel Unthank e The Winterset fizeram balançar o público presente no final de tarde de Sines. Para além disso seduziram, por completo, Tod A., mentor dos FireWater.

Faiz Ali Faiz

Faiz Ali Faiz iniciou a noite com as rezas qawalli familiares aos ouvidos ocidentais desde Nusrat Fateh Ali Khan. Nusrat aliás parece pairar como uma sombra sobre este género musical desde a sua morte, e o artista no género que se apresente no ocidente acaba por ver o seu nome emaranhado no do gigantesco mestre. Assim, Asif Ali Khan, artista originalmente programado mas impedido de entrar na Europa por uma política de vistos surreal – a organização colocou muito correctamente uma faixa de protesto na entrada do recinto – era o "discípulo dilecto de Nusrat", enquanto Faiz Ali Faiz era o "artista que de forma mais constante tem carregado a tocha do mestre Nusrat". Os aspectos técnicos do qawalli estão para além dos conhecimentos deste vosso cronista, pelo que nos ficamos por dizer que a actuação reproduziu sem mácula o som hipnótico característico do género, dentro dos condicionalismos do formato festival. Para um género musical cujas actuações chegam a durar horas, um encore de 5 minutos parece como interromper um rocker prestes a entrar no solo. De rock aliás trataria o resto da noite no castelo. O jovem alternativo aprecia a música étnica para dar toque de exotismo às suas aventuras de início de noite, mas a força dos instrumentos tradicionais não lhe chega para conquistar a noite e algo mais.

KTU

Quando está em Sines, Kimmo sente-se em casa. A forma como se exprime em palco é disso reveladora (e só possível quando a relação com o público e com a organização é intíma). Os KTU, agora com nova formação, sem Samuli Kosminen, mas ainda com Kimmo Pohjonen, Pat Mastelotto e Trey Gunn, tocaram com uma energia contagiante. Exploram agora novos sons, mais afastados das melodias folk que o acordeão de Kimmo se encarregava de introduzir em quase todos os temas de 8 armed monkey, o primeiro disco da banda (e que serviu de base ao concerto de 2005). As sonoridades são agora especificamente construídas para os diálogos que os músicos mantêm em palco, o que torna o espectáculo mais cénico e visualmente mais estimulante. O público, que se entusiasmou sempre que os músicos improvisaram em palco (especial destaque para as demonstrações de raiva do acordeão de Kimmo), ouviu um concerto tecnicamente melhor, mas menos mágico do que o de 2005. O fascínio que os músicos de Ciu Jian demonstraram, durante o soundcheck, pelo som vindo do acordeão de Kimmo, fez-nos pensar numa colaboração surrealmente espontânea entre o finlandês e a banda de rock chinesa.

Cui Jian

Depois do concerto demolidor de Kimmo Pohjonen e do seu projecto KTU, a noite no castelo prosseguiu em alta voltagem. Foi com o recinto praticamente lotado que entrou em palco Cui Jian, o pai do rock chinês (como é conhecido), embora não se reveja nessa designação. Para além do rock, houve momentos rap, blues e funk, que se aproximaram, em alguns momentos, de uns Red Hot Chili Pepper. Só muito esporadicamente surgiram elementos orientais, trazidos apenas por alguns instrumentos de sopro característicos, o que torna este projecto muito próximo do rock de fusão de cariz anglo-saxónico, perdendo-se a oportunidade de ter aqui algo mais característico e original.

FireWater

“Expect the unexpectable”! Foi esta a sugestiva frase proferida por Todd A., mentor do projecto Firewater, a propósito das expectativas para o seu concerto no Festival de Músicas do Mundo de Sines. Responsável por fundir as linguagens do punk e do rock com a música cigana, o concerto primou pelo ecletismo e pela abrangência sonora. Embora referido como próximo do que fazem actualmente nomes como Gogol Bordello ou Beirut, as semelhanças passarão mais pelo conceito e pela ideia base, do que propriamente pelo produto musical final. Não vemos aqui música cigana de forma tão vincada, ou com mudanças de ritmo tão bizarras e irresistíveis, como acontece com os Gogol Bordello, nem a presença forte da sonoridade folk, como sucede no projecto de Zach Condon. Em contrapartida, trata-se de um colectivo musical com uma sonoridade muito própria, que muito empolgou o público presente na Avenida Vasco da Gama.

Texto de João Torgal, José Bernardo, José Reis e Rui Veiga.

24 de Julho, 8º dia FMM Sines 08.

A idade é um posto.





Mandrágora

Foi ao som do fortíssimo tema "Candelária" (um pouco prejudicado pela deficiente qualidade do som, algo que viria a melhorar ao longo do concerto) que os portuenses Mandrágora deram, na Avenida Vasco da Gama, o pontapé de saída para o 8º dia do Festival de Músicas do Mundo, contando com uma plateia bem composta para os ver. A primeira fase do concerto incidiu essencialmente sobre o seu 2º e último álbum "Escarpa", com a particularidade dos dois temas com voz que aparecem no disco, "Abaixo Esta Serra" com Francisco Silva e "Turbilhão" com Helena Madeira, terem contado aqui com a voz grave da luso-francesa Simone Alves. Destaque para o segundo tema, com uma versão completamente diferente do original, mantendo, contudo, uma dinâmica profundamente espiritual, quase tribal. Depois de um peculiar intervalo, motivado pelo desfalecimento momentâneo do percussionista do projecto, altura para a entrada em cena dos 3 convidados dos Mandrágora para este espectáculo: para além de Simone Alves, o violinista Jacky Molard e o clarinetista Guillaume Guern, músicos com que a banda teve o prazer de conviver e tocar na sua viagem pela Bretanha. Foi com eles que se encerrou este concerto, através da desconstrução absoluta de dois temas do primeiro disco: "O Aranganho" e "E Pia o Mocho".
Apesar dos contratempos já referidos, foi uma boa forma de abrir as hostilidades deste dia do festival, fazendo jus à fama que os Mandrágora já possuem de ser uma banda constituída por óptimos músicos.

Marful
Foi um castelo ainda a meio gás que recebeu, de início, os galegos Marful. É no som dos bailes galegos da primeira metade do século XX e na sua confluência de estilos musicais, que vão desde a música tradicional galega até às sonoridades resgatadas à América Latina e aos Estados Unidos, como o tango, o jazz ou o twist, que assenta a música deste projecto. Como tal, não admira que se tenha instalado a festa no recinto, num concerto onde, dado o conceito, tem importância fulcral a parte da dança, a parte performativa e a parte cénica. A liderar este projecto está Ugía Pedreira, com a sua voz quente e extraordinariamente intensa (algures entre a voz de Lhasa, de Omara Portuondo e de Dani Klein dos Vaya com Dios? … talvez sim, talvez não) e com uma postura verdadeiramente contagiante, gerando-se uma forte interacção com o público, apelidado pela cantora de "público do paraíso". Pelo meio, há lugar à interpretação de um tema anti-fascista cantado durante a guerra civil espanhola e a uma reflexão sobre a revolução da comunicação e dos transportes, mostrando que, embora em ritmo de festa, a palavra e a mensagem não são deixadas para segundo plano na música dos Marful. No encore, já com o recinto muitíssimo mais cheio, surpreendem ao interpretar um tema brasileiro. Marful, Galiza…a lusofonia e o Mundo ali tão perto. Em todo o caso, o melhor concerto da noite ainda estava para vir…

Toto Bono Lokua

Há público e público em Sines, dizia-se há dias, e programação a condizer. Toto Bono Lokua apresentou algo como uma música world de elevador que provavelmente não agradaria no Auditório do Centro de Artes, mas funcionou no espaço do Castelo. O ritmo competente manteve os corpos em movimento, o jogo de vozes entreteve, e mesmo teclados lembrando um cocktail na embaixada tiveram a adesão do público. Uma actuação nas fronteiras entre a world music e o easy listening.

Orchestra Baobab

É difícil falar de algo, ou de alguém, de quem se gosta muito. Quando os sentimentos toldam a razão, tudo se torna mais complicado. O carinho que todos os elementos do Artesanato Sonoro sentem pela mais mítica orquestra africana, torna difícil uma apreciação despida de sentimentos. O virtuosismo, a experiência e a improvisação tornaram o espectáculo único, que conteve temas míticos como "On verra ça", "Bul Ma Min", "Amikita Bai" ou "Cabral". É que os músicos africanos, ao contrário de algumas estrelas do pop ocidental, sabem envelhecer ...

Toubab Krewe, a equipa de estrangeiros
O que é que leva cinco adolescentes norte americanos a incorporar, de forma tão vincada, a cultura musical africana na sua identidade? A pergunta retórica é útil para introduzir o conceito no qual a banda, encarregue de fechar o 7º dia de festival (no segundo concerto da noite na Avenida da Praia), se baseia. Os ritmos festivos que emanaram da parafernália de instrumentos da banda africana (perdão, americana!), foram a prova de que tudo se consegue à custa de muita dedicação e trabalho. A lição estudada em África, com os melhores mestres, foi retida de forma exemplar. Aprender compensa … e de que forma!

Texto de João Torgal, José Bernardo e José Reis.

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